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Movo-me pela fatalidade. É por onde minha rua anda. Desminto o que fazia de conta Que acreditava, E aceito como certo A direção do tempo. A única certeza de mudança São os cabelos que caem, As carnes que se dobram, Os rios que nascem e correm pela face, Os ossos que caminham para o pó. É o que posso e o a que estou destinado.
E aconteçam as coisas Olho pela janela do meu quarto E procuro um derradeiro vento de esperança Em um mundo que se consome. Resta o confirmar Que a vida não é Um mar de almirante, Não há lugar para Vasco da Gama, Não se espera Dom Sebastião E o Cabo não é da esperança. O monstro não pergunta, Engole. Felipe 28XI2002 |
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